Colocado em 02 Setembro 2010 às 11:15:36 por Carlos A Barros.
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A importância do voto e da participação feminina
A participaão da mulher é de fundamental importância no processo político
Carlos Augusto Barros
No ano em que o voto feminino completa 76 anos, podemos chegar a uma conclusão: nunca o Brasil precisou tanto de sua participação nas urnas. Sejam jovens, adultas ou idosas, o seu comparecimento efetivo no próximo pleito é indispensável para a realização das mudanças que se espera a partir das próximas eleições.
Então, faz só 76 anos que a mulher brasileira ganhou o direito de votar nas eleições nacionais. Esse direito foi obtido por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mesmo assim, a conquista não foi completa. O código permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.
As restrições ao pleno exercício do voto feminino só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. No entanto, o código não tornava obrigatório o voto feminino. Apenas o masculino. O voto feminino, sem restrições, só passou a ser obrigatório em 1946.
Desde os primórdios que a mulher tem lutado pelos seus direitos, tem lutado por uma vida melhor, pelo seu reconhecimento enquanto ser social. Antigamente, as mulheres eram usadas até como escravas ou objetos sexuais. Faziam tudo o que lhes era imposto. Chegavam a ser consideradas desprezíveis. Eram úteis apenas para cuidar dos filhos, executar as tarefas domésticas e satisfazer os homens. Aliás, infelizmente, ainda são tratadas assim em certos países.
Contudo, é graças à mulher que a espécie humana se perpetua.
A mulher, comprovadamente, é um ser único; é como alguém afirmou: “a flor mais sublime que a natureza deixou na Terra, pelo seu perfume, pelo seu falar carinhoso e pela sua maneira de conseguir tudo o que anseia”. Como dizem os poetas, “a mulher assemelha-se a uma rosa que exala perfume nos momentos mais tensos”.
Foi ela quem inspirou os grandes pintores, os grandes escritores de textos literários; foi ela quem inspirou os músicos a criarem as mais belas canções.
A mulher é então um ser a que se pode e deve chamar de romântico, frágil e único. Contudo, para além da faceta, de mãe, feminina, mulher, etc., a mulher pode também ser trabalhadora, participativa e capaz de contribuir decisivamente para a evolução da qualquer sociedade.
Convém que a imagem da mulher, que serve apenas para fazer anúncios de produtos industriais, mostrando o seu corpo, ou mesmo para fazer filmes de pornografia, deva ser eliminada.
A mulher não deve ser vista de maneira diferente, deve ser considerada como um ser muito vivo e atuante, e ter os mesmos direitos que os homens.
Foi a partir da Revolução Francesa, em 1789, que o papel da mulher na sociedade começou a alterar-se. A exploração e limitação dos direitos marcaram essa participação feminina, e, aos poucos, foram surgindo movimentos pela melhoria das condições de vida, de trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.
Em alguns países, inclusive o Brasil, felizmente, pode-se constatar que inúmeras mulheres já aderiram ao mundo da política, seja com o voto, seja com a sua própria candidatura a cargos públicos - mundo este que desde sempre envolveu apenas homens. As mulheres cada vez mais participam ativamente de um mundo cada vez mais globalizado.
Em vista de toda essa história da existência feminina, supõe-se que, se as mulheres desde sempre tivessem participado mais diretamente dos diversos segmentos das sociedades, talvez o Mundo fosse um sítio melhor, com mais paz, amor, carinho e responsabilidade.
"Em vista de toda essa história da existência feminina, supõe-se que,
se as mulheres desde sempre tivessem participado mais diretamente dos
diversos segmentos das sociedades, talvez o Mundo fosse um sítio melhor,
com mais paz, amor, carinho e responsabilidade. "
(Carlos Augusto Barros) --------------------------------------------