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Mulher: Mulheres Indianas e a POLIANDRIA.
Colocado em 17 Novembro 2004 s 07:03:10 por www.golbo.com.br/jor. | Imprimir Artigos Enviar a um amigo

Mulher: Mulheres Indianas e a POLIANDRIA.


Elas nunca foram a uma grande cidade, no conhecem televiso, nem geladeira e, para elas, ter vrios maridos coisa muito natural. Nas montanhas do Himalaia, norte da ndia, na fronteira com o Tibet, o cinegrafista Hlio Alvarez e Ana Paula Padro encontraram as pequenas vilas onde moram as mulheres polindricas.

 

A poliandria um costume, hoje, muito raro, que para ns muito estranho, mas que funciona bem na regio do Himalaia. Voc vai ver que as polindricas nem so to iferentes assim.
Champaln pode dizer que uma mulher de sorte. Nasceu bela, formou uma famlia feliz. Aos 28 anos, tem quatro filhos saudveis e trs maridos: Chamlalah, Premlah e Seamrah.
"Todos eles cuidam de mim e das crianas, muito bom quando se tem tanto trabalho no campo", diz ela.
A histria de Champaln no surpreende ningum na regio. mais uma das tantas diferenas que cimentam a homogeneidade do pas. Parece incoerente, mas a principal caracterstica deste povo justamente sua pluralidade.
So tantos nveis sociais e tal a complexidade religiosa e tnica que o outro sempre um disparate pra ns. Eu mesma cheguei na comunidade acreditando que a extrema submisso feminina explicasse casos como o de Champaln, mas a histria bem diferente.
Nas montanhas do Himalaia, extremo norte da ndia, bem perto do Tibet, o pas que se apresenta mais uma face do inslito indiano. Nas pequenas vilas espalhadas pelas montanhas - vilas muito pobres, muito isoladas - a sobrevivncia das famlias justifica um costume raro no mundo inteiro: a poliandria.
As cidadezinhas polindricas lembram vilas medievais. Nas casas, todas iguais, de madeira, onde o milho pendurado pra secar, vivem todos juntos. Famlias imensas, que se formam a partir do casamento de uma mulher com vrios homens ao mesmo tempo. Em geral, irmos.
Baladi casou-se com Malen e o irmo, que hoje est na cidade para as compras do ms. "Eu e meu irmo somos to unidos que podemos ter a mesma esposa e os mesmos filhos", diz ele com naturalidade.
A famlia vive com os pais dos noivos, que j dividiam o lugar com os avs e alguns dos netos e assim as casas vo ficando cheias. Na hora de dormir, todos vo para o andar de baixo, o mais quente e protegido -- e todos juntos.
O casamento mais comum aquele no qual o noivo escolhe a noiva e, depois, leva os irmos mais novos com ele. o caso de Rudarsn, que tinha quatro irmos.
"Eu me casei com a minha escolhida, porque sou o cabea da famlia. No dia seguinte os irmos puderam vir para minha casa nova".
Mas, nesse caso, a noiva, Monbed, tambm levou a irm mais nova. Era um casamento de duas mulheres com cinco maridos. Esto todos l, nas fotos da parede. Juntos, tiveram nove filhos, mas a famlia j ficou menor. A irm de Momdeb e trs dos irmos de Rudarsn morreram. Os que ficaram lembram-se com saudades dos tempos de casa lotada.
"Todos ficavam juntos e economicamente estvamos mais seguros, pois no tivemos que dividir a terra e os bens".
Hoje os tempos so outros nas vilas polindricas do Himalaia indiano. Algumas das mulheres mais jovens, desejosas de viver o amor indivisvel e romntico da cultura ocidental, no querem mais ter vrios maridos.
"Muitos maridos do muito trabalho", imagina Minatirua, de dezessete anos.
Ela sonha com uma casa onde apenas ela e o marido possam construir uma famlia mais parecida com qualquer outra no resto do mundo. Uma bobagem juvenil, diz Golkul.
Ele nos conta da grande festa de casamento que parou a vila no dia em que ele e seus dois irmos casaram-se com Savitri. "Hoje j h irmos se casando com mulheres diferentes e eles tm que ir morar em lugares distantes pra conseguir trabalho - o individualismo cresceu", lamenta Golkul.
Ele aprendeu que no dividindo a famlia todos garantem a prpria segurana. As crianas, nas vilas, ainda so criadas por todos e nunca sabem quem "o" papai. Algumas tm dois pais, outras trs, quatro, ou cinco e no importa muito. Importante a comunidade.
O trabalho comea cedo e ainda preciso ajudar na velhice. As mulheres cuidam dos animais e da terra, tarefas pesadas, sim, mas so os homens que enfrentam as longas viagens em busca do que falta no isolamento das montanhas, lutam quando preciso defender a vila e cuidam da manuteno das casas no rigor do inverno.
Por isso, lavar, tratar o rebanho, cozinhar, pra elas o lado prazeroso das tarefas domsticas e ainda h tempo para as vaidades femininas, mas esquea o conceito ocidental de roupas elegantes, feitas pra encantar e seduzir. As jovens da vila mostram, na prtica, o que ser bem vestida.
Pra elas, na vila polindrica, muito bom ser mulher e ainda mais quando h tantos homens pra cuidar de cada uma, coisa que no existe em nenhum outro lugar, ensinam as polindricas.
, pelos depoimentos delas, casar com vrios homens no sacrifcio nenhum. Depois de muita conversa e de vencer as barreiras da cultura, descobrimos os segredinhos de um poli-casamento feliz.
Cada uma delas acaba escolhendo seu marido preferido e os outros tm que se esforar pra conseguir um tratamento especial. Champaln confessa, enrubescida, na frente dos outros: "Este o meu preferido".
E por qu? Pergunto eu. O que ele tem de diferente? Ora, desconversa ela, "assim como os dedos da mo, os irmos tambm no so iguais".
Mondeb, aquela que j teve cinco maridos, quase em segredo, aponta pra mim aquele de que sempre gostou mais e ele sorri o sorriso de quem sabe que teve lugar especial no corao da esposa.

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